Eduardo Pitta
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A vida é uma ferida?
O coração lateja?
O sangue é uma parede cega?
E se tudo, de repente?

Eduardo Pitta. Translated by Ana Luísa Amaral

Assinatura de Eduardo Pitta

Poeta, escritor e ensaísta português. Nasceu em Lourenço Marques, actual Maputo, a 9 de Agosto de 1949; morreu a 25 de Julho de 2023.

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Eduardo Pitta © Enric Vives-Rubio
Poeta  ·  Escritor  ·  Ensaísta

Eduardo Pitta é um poeta, escritor e ensaísta português. Nasceu em Lourenço Marques, actual Maputo, a 9 de Agosto de 1949. Viveu em Moçambique até Novembro de 1975. Desde 2011 é crítico literário da revista Sábado. Escreve e publica desde 1967. Entre 1974 e 2021 publicou dez livros de poesia, um romance, duas colectâneas de contos, quatro volumes de ensaio, duas recolhas de crónicas, dois diários de viagem e, em 2013, o livro de memórias Um Rapaz a Arder.

Um ensaio sobre homossexualidade na literatura portuguesa contemporânea, Fractura (2003), é considerado por Mark Sabine «the first history of Portuguese literary homosexuality». Participou em encontros de escritores, congressos, seminários e festivais de poesia em Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e Colômbia. Poemas seus encontram-se traduzidos em castelhano, italiano, francês, inglês e hebraico. Traduzido por Alison Aiken, o conto Kalahari foi publicado em 2005 na revista inglesa Chroma.

Eduardo Pitta colaborou e colabora em publicações literárias de vária índole, de Portugal, Brasil, Espanha, França e Estados Unidos. Em 2008 adaptou para crianças O Crime do Padre Amaro, clássico de Eça de Queirós. Dirige a edição das obras completas de António Botto. Entre Abril de 2008 e Janeiro de 2014 assinou na revista LER a coluna Heterodoxias. Fez crítica literária nas revistas Colóquio-Letras (1987–2019), da Fundação Calouste Gulbenkian, e LER (1990–2006), bem como nos jornais Diário de Notícias (1996–1998) e Público (2004–2011).

A seu respeito tem-se falado de visão pulsional e agreste da existência, ritmo acelerado, timbre neo-expressionista, pathos autobiográfico, triunfo do recalcado, narrador centrado na identidade sexual do sujeito e, last but not least, hermenêutica gay. Mantém desde 2005 o blogue Da Literatura. Casou em 2010 com Jorge Neves, seu companheiro desde 1972.

Obra

Poesia

  • Sílaba a Sílaba1974
  • Um Cão de Angústia Progride1979
  • A Linguagem da Desordem1983
  • Olhos Calcinados1984
  • Archote Glaciar1988
  • Arbítrio1991
  • Marcas de Água1999
  • Poesia Escolhida2004
  • Y Si Todo, de Repente?2011
  • Desobediência2011

Ficção

  • Persona2000 · 3.ª ed. 2019
  • Cidade Proibida2007 · 4.ª ed. 2013
  • Devastação2021

Ensaio & Crítica

  • Comenda de Fogo2002
  • Fractura2003
  • Metal Fundente2004
  • Aula de Poesia2010

Crónica

  • Intriga em Família2007
  • Pompas Fúnebres2014

Diário & Memórias

  • Os Dias de Veneza2005
  • Um Rapaz a Arder2013
  • Cadernos Italianos2013

Crítica

Revista Sábado

2011 – 2023

Crítica literária semanal

Colóquio-Letras

1987 – 2019 · Fundação Calouste Gulbenkian

Colaboração regular em crítica e ensaio literário

Revista LER

1990 – 2006 · Coluna Heterodoxias 2008 – 2014

Crítica literária e ensaio

Público

2004 – 2011

Crítica literária

Diário de Notícias

1996 – 1998

Crítica literária

Da Literatura

2005 – 2023 · daliteratura.blogspot.com

Blogue de crítica e ensaio literário, mantido durante quase duas décadas

Eduardo Pitta

9 de Agosto de 1949  ·  25 de Julho de 2023

Fotografia e texto de abertura
Textos e homenagens A migrar do memorial de Facebook · testemunhos de amigos, escritores e leitores
Galeria fotográfica
Poemas escolhidos por Jorge Neves

Arquivo

Conteúdo a adicionar
Imprensa escrita · Rádio · Televisão · YouTube
Mil Folhas — Público, 31 de Julho de 2004

O Outro Lado do Mundo — Itália: Brillano Ancora?

Artigo da autoria de Eduardo Pitta que recenseia a antologia bilingue de poesia de língua portuguesa Poesia Straniera Portoghese e Brasiliana, organizada por Luciana Stegagno Picchio e editada pela La Biblioteca di Repubblica (992 páginas). O texto avalia criticamente as escolhas da antologia — tanto as inclusões como as ausências notórias —, comentando a representação da poesia portuguesa e brasileira e as opções editoriais da seleccionadora Vera Lúcia de Oliveira.

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Outros recortes de imprensa a adicionar
Derivas 2005 — Universidade de Aveiro

Aporias de Caliban. Leitura da poesia de Rui Knopfli

Separata da publicação Derivas 2005, das Conferências do Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro. O ensaio analisa a obra poética de Rui Knopfli (1932–1997), poeta moçambicano de língua portuguesa, situando-o como autor extraterritorial ao cânone literário português — conceito retirado de George Steiner. A figura de Caliban, d'A Tempestade de Shakespeare, funciona como fio condutor da leitura.

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Outras publicações dispersas a adicionar