Eduardo Pitta é um poeta, escritor e ensaísta português. Nasceu em Lourenço Marques, actual Maputo, a 9 de Agosto de 1949. Viveu em Moçambique até Novembro de 1975. Desde 2011 é crítico literário da revista Sábado. Escreve e publica desde 1967. Entre 1974 e 2021 publicou dez livros de poesia, um romance, duas colectâneas de contos, quatro volumes de ensaio, duas recolhas de crónicas, dois diários de viagem e, em 2013, o livro de memórias Um Rapaz a Arder.
Um ensaio sobre homossexualidade na literatura portuguesa contemporânea, Fractura (2003), é considerado por Mark Sabine «the first history of Portuguese literary homosexuality». Participou em encontros de escritores, congressos, seminários e festivais de poesia em Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e Colômbia. Poemas seus encontram-se traduzidos em castelhano, italiano, francês, inglês e hebraico. Traduzido por Alison Aiken, o conto Kalahari foi publicado em 2005 na revista inglesa Chroma.
Eduardo Pitta colaborou e colabora em publicações literárias de vária índole, de Portugal, Brasil, Espanha, França e Estados Unidos. Em 2008 adaptou para crianças O Crime do Padre Amaro, clássico de Eça de Queirós. Dirige a edição das obras completas de António Botto. Entre Abril de 2008 e Janeiro de 2014 assinou na revista LER a coluna Heterodoxias. Fez crítica literária nas revistas Colóquio-Letras (1987–2019), da Fundação Calouste Gulbenkian, e LER (1990–2006), bem como nos jornais Diário de Notícias (1996–1998) e Público (2004–2011).
A seu respeito tem-se falado de visão pulsional e agreste da existência, ritmo acelerado, timbre neo-expressionista, pathos autobiográfico, triunfo do recalcado, narrador centrado na identidade sexual do sujeito e, last but not least, hermenêutica gay. Mantém desde 2005 o blogue Da Literatura. Casou em 2010 com Jorge Neves, seu companheiro desde 1972.
Eduardo Pitta was a Portuguese poet, fiction writer and essayist. He was born in Lourenço Marques, present-day Maputo, on August 9, 1949. He lived in Mozambique until November 1975. From 2011 he was the literary critic of Sábado magazine. He published from 1967. Between 1974 and 2021 he published ten books of poetry, a novel, two collections of short stories, four volumes of essays, two collections of chronicles, two travel diaries and, in 2013, the memoir Um Rapaz a Arder.
An essay on homosexuality in contemporary Portuguese literature, Fractura (2003), is considered by Mark Sabine to be «the first history of Portuguese literary homosexuality». He participated in writers' meetings, congresses, seminars and poetry festivals in Portugal, Spain, France, Italy, Greece and Colombia. His poems have been translated into Spanish, Italian, French, English and Hebrew. Translated by Alison Aiken, the short story Kalahari was published in 2005 in the English journal Chroma.
Eduardo Pitta contributed to literary publications in Portugal, Brazil, Spain, France and the United States. In 2008 he adapted Eça de Queirós's classic O Crime do Padre Amaro for children. He directed the edition of the complete works of António Botto. He wrote literary criticism for Colóquio-Letras (1987–2019), published by the Calouste Gulbenkian Foundation, and LER (1990–2006), as well as for the newspapers Diário de Notícias (1996–1998) and Público (2004–2011).
He married Jorge Neves in 2010, his companion since 1972.
Artigo da autoria de Eduardo Pitta que recenseia a antologia bilingue de poesia de língua portuguesa Poesia Straniera Portoghese e Brasiliana, organizada por Luciana Stegagno Picchio e editada pela La Biblioteca di Repubblica (992 páginas). O texto avalia criticamente as escolhas da antologia — tanto as inclusões como as ausências notórias —, comentando a representação da poesia portuguesa e brasileira e as opções editoriais da seleccionadora Vera Lúcia de Oliveira.
Aporias de Caliban. Leitura da poesia de Rui Knopfli
Separata da publicação Derivas 2005, das Conferências do Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro. O ensaio analisa a obra poética de Rui Knopfli (1932–1997), poeta moçambicano de língua portuguesa, situando-o como autor extraterritorial ao cânone literário português — conceito retirado de George Steiner. A figura de Caliban, d'A Tempestade de Shakespeare, funciona como fio condutor da leitura.